A classificação dos tipos de paciente na tese História de Vida e Prognóstico segue estudos anteriores deste mesmo autor, mas sai da observação realizada em sua atividade clínica profissional para a pesquisa de seu doutorado, sondando a possível associação entre as vivências do paciente com a sua doença e o respectivo prognóstico. O estabelecimento de cinco categorias prognósticas constituiu o eixo da hipótese facilitou a investigação. A coleta das histórias de vida dos doentes enriqueceu vários detalhes às características que haviam sido propostas para identificar os Tipos Prognósticos. Cabe destacar que não houve alteração da essência do escrito inicial, mas ele foi aperfeiçoado graças ao aporte do relato dos enfermos.

Após o levantamento da biografia do paciente, as respostas às nove perguntas foram analisadas em conjunto, porém atribuiu-se valor muito maior a dois aspectos: a) O aproveitamento do que se a pessoa considerava a sua principal oportunidade na vida; b) A forma de lidar com a maior dificuldade encontrada. Em função disso, o paciente foi classificado num dos cinco Tipos Prognósticos:  

  1. Complicado ou muito desfavorável;
  2. Progressivo ou moderadamente desfavorável;
  3. Estagnado ou incerto;
  4. Residual ou moderadamente favorável;
  5. Resolvido ou muito favorável.

As vivências anteriores, em particular os conflitos, foram bem equacionadas e as oportunidades aproveitadas de modo satisfatório no tipo resolvido; as frustrações demoraram a ter solução ou foram solucionadas de forma apenas parcial e as boas chances foram pouco exploradas, no residual; e, assim, as situações adversas tornaram-se cada vez mais prejudiciais, bem como as circunstâncias propícias inclinaram-se, de modo crescente para o fracasso, no estagnado, acentuando-se ambas as respectivas tendências no progressivo, e atingem o máximo no complicado. Pela sua importância na pesquisa, descreveremos cada Tipo com seus pormenores, nos próximos posts.

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