(Baseado na tese de doutorado História de Vida e Prognóstico)

O indivíduo processou os seus conflitos de forma parcial ou arrastada. O mais comum é que ele tenha superado quase todas as situações adversas, ficando apenas uma ou outra pendência que, no entanto, mesmo trancafiada no silêncio e no ocultamento, inflige-lhe dissabor, frustração ou mágoa e eclipsa-lhe o bem-estar pleno, em geral, por longo tempo. Tais questões mal resolvidas constituem a essência de sua própria enfermidade. Em paralelo, tende a aproveitar razoavelmente as oportunidades. Como predominam realizações e sentimentos saudáveis no conjunto, a pessoa propende a se recuperar. Conquanto as alterações orgânicas possam apresentar-se de modo franco, os fatores psicológicos foram previamente amenizados e houve mudança significativa no modo de ser e/ou de sentir.

Correção da trajetória: Resiliência

Tal progresso emocional costuma refluir para o físico, mais cedo ou mais tarde. A marcha dessa melhora tende a promover a remissão espontânea e o desaparecimento da doença, até mesmo das graves e/ou consideradas incuráveis pela medicina. Assim, há enorme possibilidade de perturbações orgânicas se curarem, acompanhando a resolução do estado mental. Resta saber se há um período máximo de tempo em que tal desfecho propício pode ocorrer, e a partir de qual duração e/ou intensidade o quadro psicológico se tornaria, em tese, irreversível.

 

 

 

 

 

 

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